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15 de julho de 2024

“Um dia vou ser preso por isso”: Veja as frases mais bizarras ditas por alvos da Operação Presságio

Operação Presságio mostra capturas de telas com conversas entre os investigados

Renê Raul Justino, preso há quase um mês na Operação Presságio, falou em novembro de 2022 com Adriano de Souza Ribeiro, também investigado na Operação, e disse a seguinte frase: “um dia ainda vou ser preso por isso”. A declaração faz parte de um compilado de capturas de telas feitas pela Polícia Civil que mostram que, supostamente, os investigados falavam abertamente sobre o esquema.

“Quer ganhar um troco?”

Em novembro de 2022, Renê age novamente. Em mensagem para Guilherme Pires, também investigado na Operação Presságio, o braço direito de Ed Pererira pergunta: “Quer ganhar um troco?”, além de pedir a senha do sistema Bussóla (usado para declarar o dinheiro destinado da Prefeitura de Florianópolis para projetos sociais) de Ricardo Borges Bortoluzzi, outro investigado da Operação.

“Em amarelo é o que tem que voltar”

Em 24 de maio de 2023, Renê Raul Justino encaminhou uma planilha para Adriano, contendo diversos cargos de um projeto social, os cargos e valores mensais e total, selecionados também por cores.

Na sequência, Renê questiona: “o que é nosso?”. Portanto, supostamente, segundo a Polícia Civil, essa era a dinâmica do grupo criminoso: elaboravam projetos, por meio de Organizações da Sociedade Civil, com previsão de cargos e valores, alguns fictícios, previstos apenas para emitir a nota fiscal fraudulenta e desviar os valores que deveriam ser integralmente aplicados.

A tabela é citada também em outra conversa. Confira abaixo:

“Quase g*zou quando viu os cifrões”

Em uma conversa entre Renê Raul Justino e Cleber Ferreira (ambos presos em 29 de maio), os interlocutores discutiram um possível corte de recursos para os projetos, mencionando valores desviados. A transcrição feita pela Polícia Civil de Santa Catarina diz:

“Então cara eu acabei de somar isso, aí tem mais uma porrada pro ED, tem mais 12 ou 13 pro ED ou 15 pro ED sei lá, 18 no meu nome, daí tem mais 7 pro GUI! Resumindo cara, metade dos projetos é eu, GUI e do ED e tá tudo certo! Se quiserem cortar, simplesmente vou falar de onde cortar! E assim vai.”

No dia seguinte, Renê continuou o diálogo sobre o assunto, enviando mensagens a Cleber dizendo que mostrou os valores para Ed e que Gui teria R$ 70 mil nos projetos mencionados e que o mesmo teria “quase g*zado quando viu os cifrões” .

Na imagem, Renê e Cleber comemoram o suposto esquema.

A sequência de mensagens trocadas em 10 de maio de 2023 entre Renê e Cleber deixa claro o envolvimento do grupo com as Associações investigadas. Renê enviou uma planilha contendo diversos projetos e vagas destacadas em vermelho e amarelo, indicando notas fiscais frias a serem emitidas para desviar o dinheiro. No lado direito da tabela, estavam os nomes dos destinatários dos recursos desviados.

“Não emite nota da tua sogra ainda”

Leonardo Silvano, outro investigado da Operação Presságio, teria, segundo a Polícia, supostamente recebido valores ilícitos em sua conta bancária de forma fracionada, para não chamar a atenção do banco. Ele sugeriu a Renê que firmasse um contrato de prestação de serviços com a empresa BRS, para disfarçar a origem do dinheiro.

Em 6 de outubro de 2023, Leonardo e Renê trocaram mensagens importantes. Renê avisou a Leonardo para não emitir a “nota fiscal da tua sogra ainda”, porque Edmilson Pereira iria fazer alguma alteração. Logo após, Leonardo enviou uma nota fiscal no valor de R$ 17 mil.

“Daniel é nosso MEI Laranja”

A segunda fase da Operação Presságio, deflagrada em 29 de maio, revelou que o esquema contava com um Microempreendedor Individual, conhecido entre os envolvidos como “nosso MEI laranja”. Durante essa fase, Cleber Ferreira, Renê Raul Justino, Ed Pereira e Lucas da Rosa Fagundes foram presos.

Em uma conversa datada de 7 de agosto de 2023, obtida pela polícia, Renê pede que Cleber faça a emissão de mais notas fiscais frias e se refere a um emitente de notas como “Daniel é nosso MEI laranja”.

Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo de suas publicações e o texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Upiara.

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