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15 de julho de 2024

Membro titular da CPMI, Amin quer investigar quem “facilitou” os ataques de 8 de janeiro

Com a solicitações de informações de Inteligência, por parte de membros que comporão a CPMI do 8 de janeiro, espera-se por à luz as “omissões criminosas” que levaram ao fato. A afirmação é do senador Esperidião Amin (PP), que integrará a equipe responsável por apurar os fatos relativos à invasão do Congresso Nacional no dia 8 de janeiro deste ano. O senador falou ao quadro Plenário, da rádio Som Maior, nesta quinta-feira. Segundo ele, a ideia é que se identifiquem “todos os responsáveis”.

Salientando o interesse de punir não apenas os terroristas diretos – ou seus mentores intelectuais, o senador espera também por em evidência aqueles responsáveis por facilitar a entrada dos vândalos nos prédios oficiais. Desde o atentado, a oposição afirma que membros do próprio governo tinham conhecimento de que a invasão aconteceria e teriam acobertado a atuação dos grupos.

– Sabemos o seguinte: as 48 agências que integram o sistema brasileiro de Inteligência, sabiam ou não sabiam que haveria, por exemplo, a invasão do Congresso Nacional? Eu afirmo: sabiam seguramente, certamente, desde as 14h40 minutos do dia 6. E reduziram, como o ministro Gonçalves Dias diz: eu teria pedido os reforços. Eles aliviaram em termos de prevenção, e o próprio ministro diz. A procuradoria-geral da república diz: para investigar omissões potencialmente criminosas.

Parte da apuração se dará com informações técnicas requisitadas à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) pelo ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira. Amin afirma que, enquanto presidente da comissão mista de Controle das Atividades Inteligentes, já havia solicitado as mesmas no dia 9 de janeiro – um dia após a invasão.

– Ontem, o ministro Alexandre de Moraes requisitou à ABIN e à polícia militar do Distrito Federal as informações sobre a inteligência, sobre as mensagens que circularam no sistema brasileiro de Inteligência antes do dia 8 de janeiro. Isso foi pedido pelo Ministério Público no dia 14 de abril. Eu, Esperidião Amin, que era presidente da comissão mista de Controle das Atividades Inteligentes, solicitei isso no dia 9 de janeiro. Não sou mais inteligente do que eles, mas acho que o que a CPMI está prestes a mostrar, não são atos criminosos, que estes devem ser punidos, mas as omissões criminosas que estão escondidas ainda. Omissões que já serviram para demissão do ministro Gonçalves Dias, mas que não foram exibidas para a sociedade.

A comissão foi formalmente criada em 26 de abril com a leitura do seu pedido de abertura em sessão do Congresso. O colegiado não tem prazo para ser instalado, mas o governo trabalha com a expectativa de início dos trabalhos até a última semana de maio.

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