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23 de maio de 2024

Acafe diz que Ampesc ataca comunitárias com “informações mentirosas”

A Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) alega informações “mentirosas e distorcidas” no levantamento apresentado pela Associação das Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina (Ampesc) nesta quarta-feira. As mantenedoras particulares alegam que o texto original do Universidade Gratuita, defendido pelo secretário de Educação Aristides Cimadon, é excludente às faculdades privadas. A Acafe, por nota oficial, questiona os dados apresentados.

Confira a nota na íntegra:

“A Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) vem a público repudiar e manifestar-se diante dos ataques que vem sofrendo por entidades privadas que tratam a educação como mercadoria. Após a manifestação do Secretário de Estado da Educação, Aristides Cimadon, estamos sendo bombardeados com informações mentirosas, distorcidas e que não são fiéis aos dados oficiais do Estado.

Soa até estranho representantes de instituições privadas chamarem o projeto de excludente. Asseguramos que o projeto Universidade Gratuita não é excludente, o que cabe ressaltar é que dos 294 mil estudantes da AMPESC, 76% estão matriculados em Ensino a Distância (EAD) e tampouco podem ser confirmados a residência em Santa Catarina.

Do mesmo modo, se a Ampesc avalia como excludente, poderia explicar o porquê devolveu aos cofres públicos mais de R$ 8 milhões no último ano oriundos do programa Uniedu? Não conseguiram preencher matrícula? Por quê? Os alunos não são catarinenses? Ou os alunos preferem optar por um ensino de qualidade em uma grande universidade? 

Se as mensalidades das universidades comunitárias são mais caras, isso se deve ao fato de que primamos pelo ensino de excelência, com aulas presenciais, ensino prático, professores mestres e doutores, laboratórios e inúmeras atividades extra curriculares. A cada aluno que mantém uma matrícula em uma de nossas instituições, outras mil vidas são impactadas positivamente na comunidade e isso se multiplica com o programa Universidade Gratuita.

Outra inverdade posta por essa instituição e, infelizmente, replicada pelos meios de comunicação sem qualquer checagem de informação, se refere a abrangência das Universidades Comunitárias. Nós estamos presentes em 69 municípios catarinenses. Nossos alunos não estão atrás de uma tela dividindo um professor que está à distância, compartilhando um quadro com centenas de alunos cheios de dúvidas.

Os estudantes das comunitárias são hipossuficientes economicamente, trabalhadores e filhos de trabalhadores que lutam arduamente para pagar sua faculdade e ainda, utilizam sábados e domingos para contribuir com populações necessitadas por meio das ações de extensão nas comunidades. São desses alunos que se quer retirar recursos? Muitos estudantes das comunitárias aquecem seus alimentos em micro-ondas distribuídos pelo campus, porque não possuem condições de pagar seus alimentos.

Por fim, gostaríamos de gerar questionamentos para a imprensa e a sociedade catarinense. Por que as instituições privadas não oferecem vagas como contrapartida neste projeto? Por que essas mesmas instituições não investem em pesquisa científica? Por que as instituições privadas não estão inseridas nos bairros mais pobres de suas cidades? Realizando contribuições para sua comunidade? Nós podemos responder: Porque elas visam LUCRO! Porque toda a receita líquida vai para o bolso de investidores e pasmem, mais uma vez, o recurso do catarinense vai para fora do nosso estado.”

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