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19 de abril de 2024

Amin e Seif frustrados com os rumos da CPMI sobre os atos de 8 de janeiro

Os senadores catarinenses Esperidião Amin (Progressistas) e Jorge Seif (PL) demonstraram frustração diante do desfecho da votação dos requerimentos de convocação realizados na terça-feira, durante a reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a invasão do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal em 8 de janeiro deste ano. Com uma margem de 20 votos a favor e 11 contrários, a CPMI aprovou todos os requerimentos propostos pelos parlamentares ligados ao governo Lula (PT), ao passo que rejeitou a maior parte daqueles apresentados pela oposição.

Por meio de votações em bloco, o colegiado favoreceu a tese de uma orquestração de um golpe de Estado, defendida pela relatora Eliziane Gama (PSD-MA), em detrimento da investigação de possíveis omissões das autoridades federais já na gestão petista.

– Infelizmente, a CPMI perdeu completamente sua credibilidade, uma vez que a convocação dos verdadeiros responsáveis pelas omissões ocorridas em 8 de janeiro foi bloqueada, enquanto membros do governo Bolsonaro são alvo de perseguição – lamentou Seif, que é membro suplente da CPMI.

O senador catarinense do PL questionou a não convocação do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Gonçalves Dias, que considera ter sido protegido. Segundo ele, o ex-ministro foi flagrado passeando entre os invasores e isso seria um indício da parcialidade da Comissão. Aprovou-se apenas uma solicitação de informações ao GSI sobre a presença de Dias no Palácio do Planalto em 8 de janeiro.

“Se a CPMI persistir nesse caminho, ficará claro que desejam colar a narrativa de um golpe de estado e repetir a mesma estratégia adotada pela CPI do COVID, que protegeu governadores e não investigou a má gestão do dinheiro público, tudo isso com o intuito de atribuir, mais uma vez, a culpa ao presidente Bolsonaro – argumentou.

Além disso, o plenário também decidiu manter nos requerimentos aprovados a solicitação de acesso aos documentos das investigações sobre o cartão de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), um item contestado pela oposição. Com uma votação de 20 a 12, foi rejeitada a proposta do deputado Felipe Barros (PL-PR) de excluir esse item, alegando que era estranho ao tema central da CPMI. A pauta incluía 285 requerimentos, dos quais 181 visavam obter informações, incluindo aqueles que não alcançaram consenso.

Dentre os nomes convocados para a CPMI do 8 de janeiro estão o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, além do ex-ministro-chefe do GSI da gestão do ex-presidente, general Augusto Heleno.

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