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23 de maio de 2024

Bolsonaro vai adiar viagens pelo país por falta de estrutura de segurança, diz Daniel Freitas

As esperadas visitas do o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a Santa Catarina não devem acontecer tão cedo. Segundo o deputado federal Daniel Freitas, o ex-presidente disse, em conversa recente, que o Estado não oferece a estrutura de segurança para os roteiros da viagem, que incluiria Joinville e Criciúma. Em entrevista ao quadro Plenário, da rádio Som Maior nesta segunda-feira, o deputado comentou sobre o cancelamento da agenda do ex-presidente, além da CPMI do dia 8 de janeiro e das articulações do partido para a disputa da prefeitura de Criciúma no ano que vem.

Bolsonaro teve por tempos o slogan de que “poderia sair tranquilamente na rua” como comprovação de popularidade. No entanto, o episódio em que fora esfaqueado durante a campanha de 2018 voltou a tomar a preocupação do ex-presidente e da base aliada. Segundo Daniel Freitas, o risco de novos atentados não compensa a visita.

– As agendas que estavam especuladas não vão acontecer, como era noticiado de que ele viria a Joinville, a Criciúma. [Bolsonaro não vem] enquanto não tiver um esquema de segurança que garanta a ele segurança. Ele mesmo perguntou: “Daniel, tem anti-sniper lá?” Isso a gente já viu, ele já levou uma facada. Motociatas, agora, é um risco muito grande. É importante que ele esteja no Brasil para nos liderar aqui de perto. Ele, que é nosso líder maior. Temos a expectativa que ele venha a Santa Catarina num momento oportuno.

Caso a Justiça o considerar elegível, a expectativa é que Bolsonaro, agora presidente de honra do PL – título honorífico com salário equivalente ao de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – possa se candidatar à presidência novamente em 2026. Caso contrário, uma candidatura ao Senado federal é vista com bons olhos, especialmetne em Santa Catarina, em que o nome de Bolsonaro é forte.

– Tendo a elegibilidade garantida, nossa vontade era de que ele fosse candidato a presidente da República novamente. Acho que isso seria talvez para o Brasil e para o próprio presidente um retorno às origens, que ele deixou um grande legado. Mas se for da vontade dele, não há Estado no país melhor para que ele se candidate.

Ainda sobre os planos eleitorais, Daniel afirmou que não almeja disputar a Prefeitura de Criciúma no ano que vem, como indicou o governador Jorginho Mello (PL). Em vez disso, amparou uma pré-candidatura da deputada estadual Júlia Zanatta (PL), que conta também com o apoio do parlamentar Jessé Lopes (PL).

– O PL sem dúvida é a noiva da vez. O governador deu uma missão a todos nós de fazer 100 prefeitos em Santa Catarina. A determinação é que as maiores cidades do Estado tenham candidatos a prefeito. Criciúma é uma destas cidades. Chegamos numa conclusão eu, a deputada Júlia [Zanatta], o deputado Jessé [Lopes], até porque ela já foi pré-candidata a prefeita na nossa cidade, para que ela seja a pré-candidata por enquanto a prefeita de Criciúma. Caso a Júlia não vá, temos a obrigação de montar uma chapa competitiva.

Um dos focos de Daniel no mandato emendado como parlamentar está na articulação para a CPMI do 8 de janeiro. Para ele, a comissão “ia pegar muitas coisas” e inocentará a quem deve ser inocentado. Os ataques resultaram uma invasão, por parte dos eleitores do ex-presidente, ao Congresso Nacional. Cerca de 1.398 pessoas foram presas no dia e 294 permanecem na Papuda. O deputado não indica, todavia, preocupação de que a comissão mista possa apurar os financiadores dos acampamentos frente aos quartéis que precederam a invasão.

– As imagens mostram que o Flávio Dino aparentemente estava dentro do Palácio. Tem muita coisa que a CPMI vai mostrar que vai livrar a pele dos inocentes que foram presos, que a grande injustiça está aí, e mostrar os responsáveis pelos atos, que não concordamos. Mas foi atribuído aos bolsonaristas, mas é importante que se identifiquem. Acredito que o início da CPMI, o ato de 8 de janeiro, vai pegar muitas outras coisas. Os quartéis, tenho muitos amigos, temos todos muitos amigos que estavam lá por livre e espontânea vontade, levando comida, fazendo comida. Se tem alguém que financiou, podemos no final da CPMI ficar sabendo.

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