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14 de abril de 2024

Disputa pela prefeitura de Balneário Camboriú começa a se desenhar

A dança da cadeira pela prefeitura de Balneário Camboriú toma forma pouco a pouco. Com a impossibilidade do atual prefeito Fabrício Oliveira (PL) concorrer à nova reeleição, a situação estuda passos de aproximação com o MDB para formar uma chapa forte sem que seja necessário retirar o ex-vice-prefeito e atual deputado estadual Carlos Humberto (PL) da Assembleia Legislativa – enquanto nomes da oposição, como a da vereadora Juliana Pavan (PSDB), já estejam praticamente certos na disputa. Além da primogênita do ex-governador Leonel Pavan (PSDB), outros pré-candidatos como os parlamentares Lucas Gotardo (Novo) e André Meirinho (PP) também entrarão na corrida. A reportagem esteve em contato com lideranças políticas do município que ofereceram panorama do cenário eleitoral logo em frente.

Uma composição com o governo para as eleições municipais seria a consumação após uma relação conturbada para o MDB, que durante três anos foi oposição ferrenha a Fabrício na Câmara de Vereadores. Convidados a integrar a base de apoio com a participação no governo, foram – e agora comandam a Educação, com Marcelo Achutti, e a subprefeitura da região sul, com Elizeu Pereira. Isso foi o ponto de partida para aproximar os partidos na cidade.

Enquanto isso, o PL cobiça outros membros do corpo governista de Balneário Camboriú para transformar em pré-candidaturas. Omar Tomalih, secretário da Saúde e filiado ao Podemos, assumiu a pasta da gestão Fabrício Oliveira. Na mira também está o vereador Anderson Santos, também do Podemos, expoente conservador no parlamento municipal.

Mas os emedebistas não abrem mão da cabeça de chapa. Segundo o presidente municipal do partido, o vereador Nilson Probst – que também pôs o nome à disposição, o partido terá candidato próprio. Ponto. Que isso teria sido colocado em reunião em que estiveram presentes o governador Jorginho Mello (PL) e o presidente emedebista em Santa Catarina, Carlos Chiodini. Probst não ignora a possibilidade de uma chapa pura – mas aguarda que o PL se movimente para definir a própria parte.

O presidente da Câmara de Vereadores, o parlamentar David La Barrica, aguarda sinalizações por parte do prefeito e colocará o nome na disputa. Ele tem dito em entrevistas à imprensa local que conta com a aproximação com o Executivo. Ambos tem frequentado, juntos, solenidades e cerimônias no círculo político e administrativo de Balneário Camboriú.

Outro que também garante não abre mão de ser este candidato, é Achutti, que assumiu a Educação no momento pressionado pela tragédia de Blumenau e teve que responder imediatamente aos anseios por maior segurança nas escolas. Assim o fez, sob pressão, o que internamente rendeu confiança da legenda e, externamente, aderência com os pais.

Já do outro lado, com entusiasmo, a vereadora Juliana Pavan (PSDB) afirma que será candidata na cidade. Embora seja vista pela concorrência como a voz mais contundente de oposição a Fabrício Oliveira, ela evita a pecha. Quer “ir adiante com os acertos”, mas consertar os erros – envolvidos com gastos excessivos e desvalorização do corpo de servidores, além de uma “ampla reforma administrativa”, segundo ela, promessa de campanha não cumprida até o momento.

Pesquisas internas indicam que a possibilidade de Leonel Pavan concorrer em Camboriú, cidade vizinha, encorpa a candidatura. O empecilho seria o isolamento do PSDB nas articulações na Câmara Municipal. Juliana afirma que recebeu convites de outras legendas e que “siglas são passageiras, mas as coerências são permanentes”. Uma delas é o Republicanos, do ex-governador Carlos Moisés, que busca atrair tanto pai quanto filha. A janela partidária para vereadores começa seis meses antes das eleições.

No lado Progressista, o parlamentar André Meirinho deve ser o anunciado durante a próxima convenção do PP, em Itajaí, em data não definida. A direção partidária quer ver “o 11 na telinha”, de forma que o desafio é duplo na cidade dos arranha-céus: encontrar uma chapa pura forte o bastante para concorrer, levando em conta o encolhimento do partido em nível estadual. Apesar disso, o nome de Meirinho apareceu em 2020 na pesquisa espontânea encomendada na cidade.

O Novo anunciou Lucas Gotardo, parlamentar mais votado no último pleito, como candidato no início do mês passado. Antigo aliado de Fabrício, começaram no PSB e se afastaram ainda no primeiro mandato do prefeito.

O lançamento de Gotardo integra os planos do Novo de ter candidatos nas 30 maiores cidades do Estado – e vencer em todas que for possível. Ele não é, no entanto, um “novo político”, como o partido gosta de convocar às fileiras.

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