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12 de junho de 2024

Após decisão judicial, Florianópolis rompe com a FG; Comcap fará coleta de lixo até empresa de Criciúma assumir

Por uma deficiência dos gestores ou por uma sanha muito grande do sindicato, eles foram tendo conquistas ao longo do tempo que foi inviabilizando a empresa em termos de custo. A cidade não consegue mais pagar o preço que a Comcap custa hoje. Além disso, o sindicato sempre usou a classe dos trabalhadores como massa de manobra. Quando tinha 100% (da coleta feita pela) empresa pública, eles vinham e peitavam o prefeito. Se o prefeito tentasse discutir, eles paravam a cidade inteira.

Nem que seja emergencialmente, a Comcap está a postos para voltar a atuar na coleta de lixo de todo o município de Florianópolis. A prefeitura publicou no Diário Oficial do Município da última quinta-feira, dia 25 de abril, o rompimento do contrato com a empresa FG Soluções Ambientais, responsável pelas regiões onde o serviço é terceirizado.

O contrato estava em vigor desde janeiro de 2022, quando a FG subtituiu a Amazon Fort – investigada na Operação Presságio. Nos próximos dias será chamada para assumir o serviço a empresa Racli, que tem sede em Criciúma.

Segundo a prefeitura, nos próximos dias o serviço será tocado pela Comcap, seja com deslocamento de funcionários da coleta seletiva, seja com o uso de terceirizados da prefeitura.

De acordo com o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis), a autarquia já está sendo acionada para atender bairros que eram operados pela FG – Jurerê, parte de Ingleses, Canasvieiras, Balneário, parte de Coqueiros, parte do Estreito e Centro.

O rompimento do contrato de coleta de lixo a FG foi informada pelo Sintrasem em suas redes sociais e confirmada pelo upiara.net junto à prefeitura de Florianópolis. A medida atende decisão judicial que questionava a licitação vencida pela empresa em 2021.

A prefeitura, através da Secretaria de Comunicação, avalia que a transição entre as empresas levará cerca de 10 dias e que trará mais segurança jurídica para o município, por tratar-se da licitação original que estava embargada em vez de uma contratação emergencial.

O Sintrasem aproveitou o momento para voltar a questionar a terceiração do serviço.

Sem concurso desde 2012, equipamentos sucateados, quem vai manter a cidade limpa é a Comcap. Mais um contrato. Mais um contrato terceirizado cancelado pela Justiça – disse o diretor do Sintrasem, Sandro Luiz Todeschini em vídeo gravado na noite de domingo.

O prefeito Topázio Neto (PSD) é defensor da substituição gradual da Comcap por empresas terceirizadas. Segundo ele, o custo da coleta pela autarquia é muito caro para o município. Em fevereiro, em entrevista ao programa Cabeça de Político, ele disse que não irá mais fazer concurso para a Comcap.

Por uma deficiência dos gestores ou por uma sanha muito grande do sindicato, eles foram tendo conquistas ao longo do tempo que foi inviabilizando a empresa em termos de custo. A cidade não consegue mais pagar o preço que a Comcap custa hoje. Além disso, o sindicato sempre usou a classe dos trabalhadores como massa de manobra. Quando tinha 100% (da coleta feita pela) empresa pública, eles vinham e peitavam o prefeito. Se o prefeito tentasse discutir, eles paravam a cidade inteira – disse Topázio na entrevista.

Foto: Funcionários da Comcap mobilizados para atender demandas extras com o rompimento do contrato da prefeitura com a empresa terceirizada FG.
Crédito: Sintrasem, Divulgação.

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