A amargura da doce defesa dos animais. Podemos, mas queremos?

Cada uma de minhas matérias e, postagens pelo instagram, causam manifestações variadas e atingem faixas diferentes de protetores, defensores e, obviamente ativistas, da Causa Animal. Isso é ótimo, mas é exatamente excelente para quem tem sangue frio. Porque só tendo o espírito muito elevado, ou sendo o Mestre Kuthumi, que significa sabedoria e compreensão que protege e abençoa os animais não humanos para ficar bem ao ouvir o que algumas pessoas falam ao ler a coluna, caso não as agrade.

O Jornalismo tem regras claras para proteger a informação, suas fontes e principalmente quem vai lê-la. Para quem não sabe, sou jornalista, formada pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina e fiz Especialização e Mestrado em Teatro pela Udesc (Universidade de Santa Catarina). Fofocas não são notícias. Para algo virar matéria é necessário ter informação verdadeira e precisa. Cada vez que escrevo uma matéria, ou nota, ao me despedir, aviso a pessoa que posso voltar a procurá-la, caso reste alguma dúvida. E assim faço. Há temas e locais muito espinhosos e, infelizmente, hoje, estes locais estão dentro dos poderes públicos municipais. Mandar whatsapp, ou ligar para a Prefeitura de Florianópolis para falar sobre a causa animal é tarefa árdua, pois se sabe que as respostas não são exatas, quando são dadas. Na última matéria que fiz sobre a causa animal, que contava as manifestações da vereadora Priscilla Fernandes (PSD) sobre as irregularidades da Dibea, ela não se manifestou, a assessoria de imprensa não se manifestou, assim como a Acapra, que posta as denúncias feitas, também não respondeu. Mas havia o fato: as falas da vereadora no instagram. Óbvio que a matéria poderia, e talvez, devesse, ser aprofundada, mas, como, sem respostas?

Ouvi de duas pessoas, por quem eu tenho apreço na Causa Animal que “estão comentando que estou recebendo dinheiro de sei lá quem para fazer sei lá o quê…”. Das coisas mais duras que já ouvi nestes mais de 25 anos de profissão. Em geral, recebo dinheiro para escrever matérias quando sou contratada por algum veículo de imprensa, mas não é o caso de meu trabalho na Causa Animal. E nunca escrevi qualquer linha que fosse obrigada a fazer. Antes disso, e já ocorreu, minha carta de demissão sempre foi apresentada. Barganha não está no meu vocabulário. E, aprendi, muito cedo, com meu pai, um funcionário do Ministério da Saúde, o quanto o dinheiro público é sagrado, ele é dado pela população com confiança que será bem empregado em suas necessidades.

Escolhi a área porque amo os animais, e sei que entendo do assunto. Desde 1998, atuo profissionalmente com a intenção de auxiliar as pessoas que amam os animais e, obviamente, a eles, a cada um. O meu dinheiro não é ganho com a causa, mas é investido nela. Agora mesmo estou medicando e tratando quatro gatos, que necessitam de cuidados. Fora as demais coisas. Recolho tampinhas para a Ecopet, porque acho fundamental a castração de animais de tutores que não têm condições, levo animais que não são meus para castrar, recolho animais da rua, faço assessoria de imprensa para grupos organizados em defesa de animais. E, assim como outras pessoas, pois não sou a única, invisto o meu dinheiro nisso, não recebo qualquer valor para tal.

Quem tiver alguma dúvida sobre qualquer assunto pode me procurar através do instagram, pois estarei disponível: https://www.instagram.com/janinekoneskideabreu/profilecard/?igsh=eDZ1Ym81bjljeDQ=

Só uma última informação e, esta é vinda de observação simples. Enquanto houver desunião na Causa Animal, os animais sempre sairão perdendo e todo o trabalho ficará mais difícil. Para que consigamos a ampla defesa dos animais precisamos de solidariedade entre as pessoas, de outra forma continuará sendo um trabalho hercúleo sem cumprir objetivos básicos para que forneçamos dignidade a grande parte deles. Se precisamos brigar, por favor, o façamos em particular e mantenhamos os animais a salvo.

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