Com governadores de oposição, Jorginho cobra do governo Lula “ação imediata” sobre tarifaço de Trump

Em reunião com governadores de nove Estados, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), cobrou ações urgentes do governo Lula (PT) para lidar com os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O grupo de governadores se reuniu na residência do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em Brasília.

Foto: Nohlan Scholzel/SAN.

Jorginho Mello destacou a preocupação com a falta de resposta do governo federal diante de uma crise que já está em andamento.

– O tarifaço já está valendo e não tem nenhuma resposta do governo federal do que vamos fazer. Então, queremos que o governo atue imediatamente para desescalar essa crise, se relacionando com os Estados Unidos. Tem que ir lá conversar – afirmou.

O governador complementou dizendo que o Estado tem um plano, mas é necessário esperar o posicionamento da União, para não haver medidas conflitantes.

Além de pressionar por uma resposta econômica, o governador catarinense pediu que o Congresso Nacional atue de forma decisiva. Ele defendeu que os parlamentares “deliberem todas as matérias que estão pautadas”, incluindo a proposta de anistia aos envolvidos nas depredações das sedes dos poderes em Brasília em 8 de janeiro de 2023.

Encontro em Brasília reuniu nove governadores

O encontro contou com a presença dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos, São Paulo), Cláudio Castro (PL, Rio de Janeiro), Romeu Zema (Novo, Minas Gerais), Ratinho Júnior (PSD, Paraná), Ronaldo Caiado (União Brasil, Goiás), Wilson Lima (União Brasil, Amazonas), Mauro Mendes (União Brasil, Mato Grosso), além de Jorginho e do anfitrião Ibaneis Rocha. Durante a reunião, o grupo definiu o próximo passo: se reunir com líderes de seus partidos no Congresso para pressionar por medidas de compensação para os setores atingidos pelo tarifaço.

Tarcísio de Freitas, ressaltou a necessidade de uma atuação mais ágil por parte do governo federal na condução da política externa.

– A gente acabou indo pra um caminho muito ruim, caminho que acabou agredindo parceiro histórico do Brasil, grande investidor estrangeiro direto, e a gente precisa cobrar que o governo federal tem essa responsabilidade que conduz a política externa, energia nas negociações – disse Tarcísio.

COMPARTILHE
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit