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12 de junho de 2024

Dados: o novo petróleo valioso mundial. Por Ademar José de Oliveira Paes Junior

Ademar José de Oliveira Paes Junior

Ademar José de Oliveira Paes Junior escreve artigo sobre a importância dos dados nos dias atuais comparando a temática com o novo petróleo mundial.

Especialistas e entusiastas repetiram ao longo dos últimos anos – e repetem hoje – que os dados são o novo petróleo da economia mundial. De fato, qualquer um que se aventure pelo mundo dos dados encontra exemplos diários de iniciativas bem sucedidas na área e percebe o diferencial competitivo garantido por uma boa estratégia de BigData e analytics.

Mas nem tudo é tão simples quanto muitos podem pensar.

Assim como ninguém encontra petróleo no quintal de casa, ninguém esbarra por acaso em dados que possam ser usados em estratégias realmente transformadoras dos negócios. Os dados estão aí, espalhados em inúmeras fontes – é verdade. Mas para usá-los é preciso antes de tudo ter tecnologia e técnica para agrupar, organizar, analisar e validar as informações. Há que se saber que dados é válido relacionar e onde – e como – encontrar informação confiável.

O passo seguinte é analisar e relacionar as informações até chegar a um resultado válido. Se dados são petróleo, esse é o momento de refinar um enorme volume de material bruto até encontrar produtos que tenham valor. Quem trabalha com ciência de dados precisa ter clareza sobre aquilo que procura. A experiência e conhecimentos prévios fazem diferença nessa hora.

Não por acaso, minha história com os dados começou na área da saúde. Médico por paixão e primeira formação, percebi que o conhecimento baseado em dados pode impactar positivamente esse setor essencial. Ao longo dos anos, analisei informações sobre a oferta de infraestrutura e serviços, a variação na procura por exames essenciais, a adesão de pacientes a exames e sobre formas de reduzir o desperdício de recursos. O setor, vale acrescentar, sofre desde sempre com orçamentos limitados e demanda interminável.

Encontradas as respostas, o cientista de dados pode auxiliar outros profissionais na definição de estratégias. Afinal, mesmo a resposta mais correta só terá valor se servir de base para alguma ação. Concluído essa fase, o profissional finalmente pode voltar para suas ferramentas de BigData – dessa vez para analisar não apenas os dados de sempre, mas também para monitorar os resultados da estratégia que ajudou a criar.


Ademar José de Oliveira Paes Junior é ex-Presidente da Associação Catarinense de Medicina


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