Pregando prudência, Fiesc integra missão da CNI em Washington para negociar alivio no tarifaço

A Federação das Indústrias (Fiesc) integrará uma comitiva da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que irá a Washington, no início da próxima semana, para negociar com empresários e representantes do governo dos Estados Unidos. O objetivo é buscar exceções e reverter os efeitos da sobretaxa imposta pelos norte-americanos a produtos brasileiros – o chamado tarifaço de Donald Trump.

A Federação das Indústrias (Fiesc) vai integrar comitiva da CNI em Washington para negociar alivio no tarifaço de Donald Trump
Gilberto Seleme, presidente da Fiesc. Foto: Júnior Somensi, Fiesc.

O primeiro vice-presidente da Fiesc, André Odebrecht, representará os interesses do setor exportador catarinense na missão. De acordo com o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a intenção é conseguir a abertura de exceções nas tarifas para os principais itens da pauta de exportação do Estado.

A mobilização ocorre em um momento em que CNI e Fiesc defendem a manutenção do diálogo e o que chamam de “prudência”, avaliando que não é hora para a aplicação de uma Lei de Reciprocidade Econômica por parte do Brasil em resposta ao tarifaço de Trump.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o cenário exige cautela e discussões técnicas. Ele destaca ainda que as economias brasileira e americana são complementares, com 58% do comércio bilateral na última década sendo de bens intermediários, que são insumos produtivos.

A agenda em Washington inclui encontros bilaterais e uma reunião plenária para discutir os impactos comerciais das medidas. A CNI também promoverá reuniões preparatórias para a defesa do setor industrial em uma audiência pública marcada para 3 de setembro.

A audiência é parte de uma investigação aberta em julho pelo governo dos EUA, sob os termos da Seção 301 da Lei de Comércio do país. A CNI já formalizou uma manifestação argumentando que o Brasil não adota práticas comerciais injustificáveis, discriminatórias ou restritivas.

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