Nota de luto, indignação e compromisso. Por Luciane Ceretta

Artigo de Luciane Bisognin Ceretta, Secretária de Estado da Educação de Santa Catarina

A Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina manifesta seu mais profundo luto e sua indignação diante do duplo feminicídio que vitimou a professora da rede estadual Juvilete Kviatkoski, de 37 anos, e sua filha Mariana Vitória Cuochinski, de 15 anos, ocorrido nesta sexta-feira, 9, no município de União do Oeste.

Juvilete era professora da Escola de Educação Básica São Luiz, unidade da rede estadual de ensino. Sua morte, assim como a de sua filha, nos atinge de forma direta, dolorosa e inaceitável. Trata-se de uma violência extrema que rompe vidas, famílias, comunidades escolares e fere toda a sociedade catarinense.

O rosto da Profa Juvilete, infelizmente, não foi conhecido pela sociedade catarinense, em decorrência de sua exímia atuação como educadora do ensino fundamental, mas sim pela ação cruel e injusta da força desmedida e violenta, de seu companheiro, sobre sua vida, como se a vida de uma mulher fosse propriedade de alguém. Do mesmo modo, essa força violenta, impediu que SC conhecesse os talentos certamente desenvolvidos pela estudante Mariana Vitória, sua filha, que precocemente deixa a vida.

Quando essa violência atinge uma educadora , ela nos convoca a uma reflexão ainda mais profunda.

A Educação tem responsabilidade central na construção de uma cultura de paz, respeito e equidade. É por isso que o governador Jorginho Mello, lançou, em 2025, o Programa Catarinas por Elas, uma política pública intersetorial voltada à prevenção da violência contra as mulheres, ao acolhimento, à proteção e à garantia de direitos. Este programa reafirma que o enfrentamento à violência contra as mulheres é um compromisso permanente do Estado, e não uma ação pontual.

Reafirmamos nosso compromisso de fortalecer ações educativas, formativas e de cuidado dentro das escolas, para que elas sejam espaços seguros, de escuta, acolhimento e transformação. A escola precisa ser também um lugar de proteção, onde sinais de violência não sejam silenciados e onde meninas e mulheres saibam que não estão sozinhas, mas sobretudo, onde meninos aprendam desde cedo o respeito à vida das mulheres.

À família, aos colegas, aos estudantes e à comunidade escolar de União do Oeste, expressamos nossa solidariedade, respeito e apoio neste momento de dor imensurável. Que a memória de Juvilete e Mariana nos mova à ação, à responsabilidade e à coragem de enfrentar, de forma firme e contínua, todas as formas de violência contra as mulheres.

COMPARTILHE
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit