Poucos nomes novos concorrerão ao Congresso

O ano de 2026 já começou faz tempo para quem busca uma vaga no Congresso Nacional. As pré-campanhas estão nas ruas, mirando uma das duas vagas ao Senado ou uma das 16 cadeiras de Santa Catarina na Câmara Federal.

A aposta da maioria que acompanha o dia da política catarinense é de que teremos pouca renovação, com relação aos que já estão eleitos. Fundo eleitoral, emendas parlamentares e campanha constante facilitam a vida de quem está dentro.

No Senado, o PL decidiu importar Carlos Bolsonaro, do Rio de Janeiro, como seu candidato. Esperidião Amin, da federação União Progressista, deve tentar a reeleição. Já o PT ainda não bateu o martelo, mas há grande chance de lançar Décio Lima e compor com PDT e PSB.

A deputada federal mais votada do Estado, Carol de Toni, ficou sem espaço no PL, seu partido de origem, e pode migrar para o Novo para disputar o Senado. Pelo mesmo partido, o deputado Gilson Marques também já anunciou que pode entrar na corrida.

Os demais partidos seguem em compasso de espera, avaliando alianças e possíveis indicações para as chapas majoritárias.

Câmara: PL não terá seus dois mais votados

O PL elegeu seis deputados federais em 2022, mas perdeu Jorge Goetten, segundo mais votado da sigla, hoje à frente do Republicanos em Santa Catarina. Em compensação, ganhou Ricardo Guidi, eleito originalmente pelo PSD.

Para 2026, o partido também deve perder Carol de Toni —a mais votada do Estado—, caso confirme a candidatura ao Senado pelo Novo. No Oeste, é especulada a candidatura de Leandro Sorgatto, que foi segundo suplente do MDB em 2022, ainda sem confirmação oficial.

Em Joinville, o PL não contará com o coronel Armando, eleito em 2018 e primeiro suplente em 2022. A aposta local será o deputado estadual Sargento Lima. Diferente do que foi publicado anteriormente nesta coluna, a vereadora da Capital, Manu Vieira, deve ser candidata a deputada federal. Já Bruno Souza, que ficou na suplência do Novo em 2022, será candidato a deputado estadual pelo PL.

MDB luta para manter três cadeiras

O MDB elegeu três deputados federais em 2022 — Cobalchini, Chiodini e Pezenti — mesmo tendo menos votos que o PT. Foi beneficiado pelas regras eleitorais, que exigem o mínimo de 20% do quociente eleitoral para a eleição por média.

A principal novidade da sigla é a filiação do ex-deputado Rodrigo Coelho, eleito pelo Podemos em 2018. Em 2022, ele fez 57.779 votos, mas seu partido não alcançou o quociente. Outro candidato com potencial é o ex-prefeito de Camboriú, Dr. Élcio.

Os emedebistas ainda sonham com a candidatura da atual secretária de Educação, Luciane Ceretta, que poderia representar o Sul do Estado. Vampiro, hoje em migração para o PSD, e Ada de Luca, que não pretende mais disputar eleições, devem ficar fora do pleito, abrindo grande espaço.

Com o presidente estadual do partido, Carlos Chiodini, trabalhando para ser candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello, o MDB segue prospectando novos nomes até o prazo final das filiações, no início de abril.

Júlio Garcia surge como nome forte do PSD

No sétimo mandato como deputado estadual e com passagem pelo Tribunal de Contas, o presidente da Alesc, Júlio Garcia, desponta como o principal nome novo do PSD para a Câmara Federal.

Outro possível retorno ao cenário político é o do ex-governador Raimundo Colombo. Em entrevista recente ao Upiara.net, ele não descartou totalmente a candidatura e avalia que a eleição de Carmen Zanotto à Prefeitura de Lages abriu espaço político na Serra.

O PSD elegeu dois deputados em 2022, mas apenas Ismael dos Santos permaneceu no partido. Ricardo Guidi migrou para o PL. Já o suplente Darci de Matos assinou ficha no Republicanos e Marlene Fengler, segunda suplente, deve concorrer a estadual, mas ainda não anunciou oficialmente.

Com a federação, PP tenta se reconstruir

A federação União Progressista (União Brasil e PP) trabalha para montar uma chapa competitiva. Desde a fundação do partido, ainda nos tempos de PDS, o PP não elegeu deputado federal em 2022 — algo inédito até então. Pelo União Brasil, Flávio Schiochetbuscará a reeleição.

No PP, Silvio Dreveck, atual secretário de Desenvolvimento Econômico, deve disputar novamente. A novidade é o deputado estadual Milton Schefer, representante do Sul do Estado, que tentará uma vaga na Câmara Federal.

Primeiro suplente do PL em 2022, Coronel Armando será candidato pelo PP.

A família Amin, que comanda o partido em Santa Catarina, ainda não confirmou uma eventual candidatura da ex-deputada Angela Amin. Já Esperidião Amin deve tentar a recondução ao Senado.

Novo e Podemos e Republicanos se organizam

O Novo elegeu Gilson Marques em 2022, mas não contará em 2026 com seu segundo maior puxador de votos, Bruno Souza, que obteve mais de 86 mil votos e ficou na suplência. O próprio Marques pode ser candidato ao Senado. A diferença para Marques foi inferior a dois mil votos.

O partido busca novos nomes para manter a vaga atual. A delegada Tânia Harada, segunda suplente em 2022, deixou a legenda. Em seu lugar, a aposta deve ser a vice-prefeita de Joinville, Rejane Gambin.

No Podemos, o desafio da deputada Paulinha é montar uma chapa que ao menos garanta sua reeleição. Entre os nomes sondados estão o ex-governador Carlos Moisés, que pode retornar à política, e a vereadora de Joinville Leilane da Frada.

No Republicanos a novidade —além de chegada de Jorge Goeten, eleito pelo PL —é a expectativa pela chegada da deputada Geovana de Sá, suplente na federação PSDB/Cidadania, e efetivada com a eleição de Carmen Zanotto, em Lages. 

PT aposta no crescimento da legenda

Em 2022, se os votos do PT tivessem sido melhor distribuídos entre seus três mais votados — Uczai, Ana Paula e Carla Ayres — o partido teria eleito três deputados federais. Mesmo com cerca de 80 mil votos a mais que o MDB, a exigência dos 20% do quociente eleitoral impediu a terceira vaga.

Para 2026, o PT não apresenta grandes novidades para a Câmara Federal, mas aposta no aumento da votação de legenda impulsionado pela polarização nacional.

O PSOL, como em 2022, não deve investir em uma chapa competitiva para a Câmara Federal e priorizará a disputa pela Alesc. No último pleito, o hoje vereador Camasão foi o mais votado do partido para federal, com pouco mais de 12 mil votos.

Outros nomes para a Alesc

Ainda sobre a coluna publicada na última terça-feira sobre os possíveis nomes para estadual, vamos acrescentar alguns. No PT, a vereadora joinvilense Vanessa da Rosa,primeira suplente do partido, fez mais de 16 mil votos no último pleito e vai buscar vaga na Alesc novamente.​

No PL o vereador mais votado de Joinville, Willian Tonesi, é observado com atenção pela sigla. Ainda de Joinville, Diego Machado (PSD), Neto Peters (Novo) e Lucas de Souza, Republicanos, também são pré-candidatos.

No MDB, os nomes do atual prefeito de Xaxim, Chico Folle, e do vice-prefeito de São José, Michel Schelemper, também estão no radar da direção partidária. 

No PP, o vereador de Itapema, Saulo Ramos, garante que será o mais votado da sigla. Ainda no PL, a prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel vai renunciar para concorrer a uma vaga na Alesc.

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