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23 de maio de 2024

Esquerda reage a Ana Campagnolo para vice da Alesc e blocos partidários respaldam Minotto para a vaga

A escolha de Ana Campagnolo para representar o PL na mesa diretora da Assembleia Legislativa, como primeira vice-presidente, não apaziguou a disputa pelo comando do parlamento catarinense. Pelo contrário. O acerto para garantir o apoio dos liberais, maior bancada da Casa, à candidatura de Mauro de Nadal (MDB), à presidência, esbarrou na resistência do bloco formado por PT, PDT e PSOL, com seis integrantes, que rejeita a deputada bolsonarista e quer emplacar Rodrigo Minotto (PDT) no posto.

O bloco de esquerda se reuniu com Mauro de Nadal ainda pela manhã, quando foram informados que o acordo com o governador Jorginho Mello (PL) não estabelecia que a vaga do PL seria de Ana Campagnolo e nem que a vaga seria a primeira vice-presidência, já prometida ao pedetista. No encontro, Luciane Carminatti (PT) e Marquito (PSOL) vocalizaram que não votaram na parlamentar bolsonarista e que pediriam voto em destaque. Foram acompanhados na resistência por Minotto e os petistas Fabiano da Luz, Neodi Saretta e Padre Pedro.

Nadal garantiu ao grupo que em caso de impasse prevaleceriam os acordos iniciais com os quatro blocos parlamentares que garantiram o favoritismo do emedebista na disputa. A informação chegou ao PL – e, especialmente, a Ana Campagnolo. Neste momento, a posição do grupo formado por Nadal em parceria com o deputado estadual e ex-presidente Júlio Garcia (Psd) é de manter coeso o grupo original, mesmo que precise abrir mão dos 11 votos do PL.

O nome de Ana Campagnolo na vice-presidência como condição para o acordo foi colocado na noite de ontem pelo próprio governador Jorginho Mello, em reunião com Nadal. Também pediu mais uma vaga na mesa e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para o deputado estadual Sargento Lima (PL). As condições são consideradas inegociáveis pelos blocos partidários.

Se prevalecer o desenho original do grupo que apoia Nadal, as posições na mesa diretora estão praticamente definidas e cabe apenas uma vaga periférica ao PL. Além de Nadal na presidência e de Minotto na primeira vice-presidência, estariam garantidos o petista Padre Pedro na 2ª vice-presidência e e Paulinha (Podemos) na 1ª secretaria. Além deles, ainda seriam preenchidas as vagas de 2º, 3º e 4º secretário por Marcos da Rosa (União Brasil) e Egídio Ferrari (PTB) e um nome do PL, ainda sem definição do posto.

Esse é jogo do momento, menos de 24 horas antes da votação. As negociações seguem em andamento.


Sobre a foto em destaque:

Bancada do PT em sessão no final de 2022. Foto: Bruno Collaço, Agência AL.

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