O governador Jorginho Mello (PL) recebeu, nesta sexta-feira, representantes da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri), que apresentaram o projeto de mobilidade para a região, o Promob, e pediram apoio do Governo do Estado.
– É um projeto arrojado, moderno que vai mudar a história da região litorânea de Santa Catarina. E o Governo do Estado faz questão de ter uma participação. Quem vem pra cá tem que ter condições fáceis de entrar e sair e isso é mobilidade inteligente – disse o governador.
O projeto foi detalhado pela deputada Paulinha Silva, que é ex-prefeita de Bombinhas, cidade da região. A proposta é baseada em melhorar a acessibilidade e a mobilidade de forma inclusiva e com baixas emissões de poluentes. Vai contar com sistema de transporte coletivo e melhorias em toda a região e com uma proposta inovadora: um túnel subaquático – o primeiro feito no Brasil.
A previsão é de investimento de US$ 120 milhões pelo Banco Mundial. Outros US$ 120 milhões são de contrapartida, dos quais US$ 24 milhões serão do Estado e o restante da iniciativa privada.
– O que vai mudar na vida das pessoas? Ônibus elétrico de Bombinhas até Piçarras, o tempo de deslocamento cai de cinco horas em média para uma hora e meia. O custo passa de cerca de R$ 23 para R$ 10. E o túnel vai mudar o paradigma de toda a região, porque vai acabar com esse congestionamento maluco que a gente tem entre Itajaí e Navegantes -, disse a parlamentar.
O presidente da Amfri e prefeito de Bombinhas, Paulinho Muller, comemorou o apoio recebido por parte do governador Jorginho Mello.
– Agradecemos ao governador Jorginho Mello porque a região da Amfri hoje começa a viver um novo momento. Tenha certeza que daqui a quatro anos a gente inaugura uma obra que todo mundo achava que era difícil, uma obra histórica que não existe no Brasil e que Santa Catarina novamente dá exemplo de como se faz gestão.
O especialista Sênior de Transporte do Banco Mundial, Carlos Bellas Lamas, projeta a liberação do dinheiro para o segundo semestre deste ano.
– Se tudo der certo, em abril, maio no mais tardar. O consórcio também precisa correr com as burocracias de aprovação com o governo federal e o dinheiro deverá estar ali liberado no segundo semestre deste ano.
Foto: Eduardo Valente/GOVSC