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14 de abril de 2024

Moisés tenta, mas não consegue discursar na posse de Jorginho

O ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) veio à cerimônia de posse do sucessor Jorginho Mello (Partido Liberal) com um discurso de despedida embaixo do braço, mas acabou assistindo em silêncio a chegada do novo governador ao poder. O cerimonial não prevê a presença e o discurso do comandante que deixa o cargo – sua participação, em silêncio, faz parte da segunda etapa, no Centro Administrativo.

Mesmo assim, Moisés veio à Assembleia Legislativa e disse, ao chegar, que falaria se lhe dessem a palavra. Não deram. Assistiu dentro do plenário, mas fora da mesa, Jorginho e a vice Marilisa Boehm (Partido Liberal) assinarem o livro de posse. O discurso que preparou, ele colocou no Twitter.

(Informação adicional: foi a Casa Militar de Jorginho quem orientou a Moisés que se quisesse participar da posse, deveria fazê-lo na Alesc)

Leia o discurso:

Encerramos mais um ciclo, felizes e otimistas com tudo o que alcançamos juntos e esperançosos com o que plantamos.

Costumo dizer que nosso governo é incomparável. Não porque sejamos perfeitos. Não somos.

Nosso governo é incomparável porque nenhum outro gestor que nos precedeu precisou enfrentar uma pandemia. Nenhum outro iniciou a gestão com as finanças em situação tão difícil.

Acima de tudo, nunca alguém havia enfrentado as resistências que enfrentamos para promover mudanças tão necessárias.

Contrariamos, sim, os interesses concentrados de poucos. Mas foi para priorizar os interesses difusos de todos os catarinenses.

Imagine se, quatro anos atrás, alguém dissesse que os investimentos de infraestrutura não dependeriam mais de empréstimos, porque o Estado economizaria mais de R$ 500 milhões ao ano com a revisão dos contratos e outros R$ 100 milhões com a extinção de cargos desnecessários.

Imagine se, quando o Estado ainda devia mais de R$ 700 milhões a fornecedores da Saúde, alguém dissesse que enfrentaríamos uma pandemia e teríamos a menor taxa de letalidade do Brasil.

Que os hospitais filantrópicos receberiam aportes históricos, seguindo critérios técnicos.

Imagine se dissessem que terminaríamos 2022 batendo recordes nacionais de emprego.

Que a Educação, enfim, seria tratada como prioridade, inclusive a Educação Especial.

Que a Segurança Pública alcançaria os menores índices de criminalidade da história.

Tudo soaria como uma realidade que jamais viveríamos.

Nós entramos na política para governar com resultados, não com promessas.

Nenhuma dessas realizações foi prometida. Ainda assim, cada uma delas foi entregue e são frutos de muito trabalho.

Este processo também nos tornou pessoas melhores, porque todos com quem dialogamos nos ensinaram algo.

Cada morador, servidor público, empresário, gestor, político, cada liderança. Somamos esse aprendizado às nossas experiências e colocamos tudo isso a serviço dos catarinenses.

Todos que têm compromisso com a verdade devem reconhecer que Santa Catarina vive hoje seu melhor momento.

Desejo que o futuro seja ainda melhor! Confio na perenidade do nosso legado, na força do povo catarinense e em Deus, que sempre olhou por nós.


Sobre a foto em destaque:

Moisés, que deixa o cargo, assiste na plateia a assinatura do livro de posse por Jorginho Mello e Marilisa Boehm. Foto: Upiara Boschi.

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