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15 de julho de 2024

Pezenti afirma que o Plano Safra não atende expectativa do setor

O deputado federal Pezenti (MDB) criticou o Plano Safra anunciado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta semana. O Programa que oferece linhas de crédito aos agricultores, incentivos e políticas agrícolas para os produtores rurais, desde a agricultura familiar até os grandes produtores, terá disponível para a safra 2024/2025 um total de R$ 400 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 76 bilhões no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf).

De acordo com Pezenti, que é integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o Plano Safra anunciado não atende ao pedido dos produtores rurais para taxas de juros menores que pudessem ajudar na redução do custo de produção e na diminuição do preço dos alimentos. O deputado destacou que a Taxa Selic baixou 3,25%, mas os juros não foram reduzidos de forma equivalente, o que, segundo ele, tem impacto direto no risco de inadimplência.

“Eu não posso dizer que frustrou as expectativas porque, sinceramente, desse governo não se espera muita coisa quando se trata do agro. É um governo que tem castigado bastante o produtor rural. Nos últimos 12 meses, a taxa de juros no Brasil teve uma redução de mais de 3 pontos percentuais. Um ano atrás, estava em 13,75%. Hoje está em 10,5%. Por que é que a taxa de juro do Plano Safra não teve redução? Os juros permaneceram nos mesmos patamares do ano passado. A única modalidade que teve uma diminuição de juros, e foi só um ponto percentual, ainda é destinada a grandes produtores”, lamentou Pezenti.

Outro ponto considerado negativo pelo o parlamentar foi com relação ao seguro rural, que teve anunciado um volume de subvenção de R$ 1,1 bilhão.

“É bastante dinheiro, mas muito menor do que a gente havia solicitado. Nós precisamos de pelo menos R$ 3 bilhões. Porque o governo está acabando com o Proagro, e os pequenos agricultores precisam dele para ter uma garantia de que pelo menos o custeio que ele fez no banco possa ser pago em caso de intempéries. Quando uma doença afetar a lavoura, se der granizo, se o ano for muito chuvoso, se a seca atrapalhar. Se o agricultor deixar o Programa, cria uma série de limitações e esse produtor vai precisar aderir ao Programa de Seguro Rural, o PSR, logo os recursos anunciados não serão suficientes”, explicou Pezenti.

Embora o valor total anunciado seja 10% maior que o ano passado, o deputado garantiu que o governo está tentando inflar o volume do Plano Safra, somando políticas que, apesar de serem importantes, são marginais ao Programa. Não tem uma ligação direta com o setor.

“Continuaremos insistindo para que o governo reveja esse valor e a gente possa ter melhores notícias para o setor que carrega o país nas costas”, finalizou Pezenti.

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