A Coluna Upiara Por Toda Santa Catarina destaca a reunião do governador Jorginho Mello (PL) com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a importância da criação de uma secretária estadual específica sobre o tema, quem está em alta com o governador e a pesquisa Quaest em Florianópolis.
Jorginho encontra ministro de Lula
Para quem reclama que o governador Jorginho Mello (PL) não encontra ministros do governo Lula (PT), nesta terça-feira o catarinense foi a Brasília para uma série de agendas que incluiram um encontro com o titular do Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Eles trataram da obra de alargamento e aprofundamento da Baía da Babitonga, que dá acesso ao Porto de São Francisco do Sul, em regime de parceria público-privada (PPP), que seria tocada pelo Porto de Itapoá, que é privado. O ministro foi convidado para participar do ato, dia 19 de setembro.

Tabelinha entre São Francisco e Itapoá
O negócio entre o porto público e o privado mira o aumento da eficiência para ambos. O Porto de São Francisco vai receber R$ 300 milhões do concorrente privado para tocar a obra, a título de antecipação de tarifa que Itapoá paga para usar o canal. Ambas poderão receber embarcações maiores.
Estavam no encontro o atual secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, e o antecessor, Beto Martins (PL), que deixou a pasta para assumir a vaga de senador com a licença de Ivete da Silveira (MDB). Já disse e repito: a criação da secretaria específica é uma das boas decisões do governo Jorginho Mello.
Cascas de bala de Jorginho
Em Brasília, mais uma vez, foi possível constatar que os secretários João Paulo Gomes Vieira (Comunicação) e Paulo Bornhausen (Articulação Internacional e Projetos Estratégicos) e o senador Beto Martins estão em alta com o governador Jorginho Mello.
O que mudou com a pesquisa Quaest?
Para quem gosta de acompanhar pesquisas eleitorais, uma das principais curiosidades da pesquisa Quaest contratada pela NSC Comunicação e divulgada nesta terça-feira com os números da corrida eleitoral em Florianópolis é o fato de ser a primeira pesquisa do instituto em Santa Catarina. Nas eleições anteriores, o instituto contratado em Florianópolis era o antigo Ibope e seu sucessor, o Ipec. Uma mudança clara já foi perceptível nesta primeira rodada de pesquisas: a Quaest informa o partido do candidato no questionário, coisa que Ibope/Ipec consideravam dar informação adicional ao entrevistado. Esse dogma atrapalhou muito a aferição do desempenho das esquerdas e, mais recentemente, do bolsonarismo nas pesquisas feitas em Santa Catarina.
Topázio briga pelo primeiro turno, Dário e Marquito pelo segundo
Os resultados não são muito diferentes da pesquisa 100% Cidades, divulgada pela revista Exame, que também corrobora alguns levantamentos internos. O prefeito Topázio Neto (PSD) lidera como 40% das intenções na voto na estimulada, um ponto percentual a menos que a soma dos demais candidatos – o que indica chance de vitória no primeiro turno. Dário Berger (PSDB), com 16%, e Marquito (PSOL), com 13%, estão em empate técnico e disputando a vaga no segundo turno. Lela (PT) e Pedrão (PP) aparecem com 6% cada.
É contigo, rapaz
Pelos números da Quaest, o segundo turno em Florianópolis depende do desempenho de Pedrão. É ele quem tem perfil para buscar o voto que hoje está com Topázio Neto – e também é ele o bolsão de votos que pode ser alvo do prefeito em uma arracanda para resolver a questão em primeiro turno.
O número que chama atenção
Mas o número que grita na pesquisa Quaest é são os 65% que se declaram indecisos na pesquisa espontânea – aquela que não apresenta os nomes dos candidatos. É muito voto pouco convicto para os candidatos buscarem nas ruas, nas redes e no horário eleitoral.
Arte em destaque: Galvão Bertazzi.