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14 de abril de 2024

Mantido no comando do DNIT-SC, Alysson Andrade garante: “Não estaria aqui se não pudesse fazer mais”

O superintendente do DNIT de Santa Catarina, Alysson Rodrigo de Andrade, enxerga uma realidade diferente da do ano passado, quando foi nomeado no governo Jair Bolsonaro (PL). Agora, após resistir às tentativas do PT e MDB e emplacarem nomes para o cargo, conta com dinheiro no caixa e projeta mudanças maiores no prosseguimento das obras no Estado – que já vinham tomando fôlego desde o início da gestão, no meio do ano passado. Em entrevista ao quadro Plenário, da rádio Som Maior, Alysson comemorou a ampliação do orçamento para obras federais em Santa Catarina no primeiro ano do governo Lula (PT).

Segundo ele, o entrave que ocorria anteriormente à própria posse, referente às obras paradas, foi resolvido com uma “gestão ativa” por parte do corpo técnico do Departamento. Havia o orçamento, mas não havia maquinário na pista; o que mudou após a posse do superintendente.

– No nosso entendimento, vemos a dificuldade dos analistas de segurança para tocar as revisões de projeto, para destrinchar as execuções das obras, temos a questões de desapropriações que precisam avançar e principalmente as questões de meio ambiente. Todos esses quatro elementos precisam ter uma gestão ativa e isso acabamos fazendo de forma mais incisiva na 470, onde o resultado já é promissor, e no caso da 280 temos um ritmo intenso de obras que planejamos ampliara o lote um nos próximos dias, com a chegada de mais recursos.

Segundo Alysson, outro pilar seria a revisão de projetos de duplicação. A ideia seria dar segurança aos analistas avaliarem não apenas o lado da empreiteira, mas da autoridade jurídica.

– A questão executiva que fizemos as notificações às empresas e botar nos eixos. Questão de desapropriações, ano passado foi batido o recorde e esse ano pretendemos bater novamente, pois há um estoque de desapropriações ainda a ser feito. E meio ambiente também. O meio ambiente está em fase de troca de contrato de mão de obra agora, tanto da 470 como 280. Na 280, temos uma questão ambiental e indígena que é o segundo programa mais ousado do Brasil.

Ele também menciona recursos disponibilizados pelo ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) e que hoje “não são necessários” para prosseguimento das obras em andamento.

– Ano passado não esteve tão bacana do ponto de vista federal, tivemos recursos estaduais. Foram R$ 465 milhões disponibilizados, os quais o DNIT conseguiu acelerar, em meados do ano passado, para utilizar R$ 380 milhões, ainda temos um saldo disponível, mas que felizmente hoje o DNIT não precisa – claro que se conseguir é melhor ainda, mas não depende, para continuidade das obras, da vinda desses recursos do Estado, uma vez que nosso orçamento quase triplicou.

O cargo hoje ocupado por Alysson foi objeto de cobiça de setores do PT e do MDB. No fim, o superintendente se alinho com a bancada do MDB. No entanto, o “jogo político”, segundo ele, não foi o essencial para que se firmasse no cargo no governo Lula (PT) após indicação da gestão de Jair Bolsonaro (PL).

– Fizemos uma série de contatos na direção e no ministério também. Foi muito bem recebida pelos parlamentares, que acompanham o trabalho. Claro que é um cargo que, quem está de fora, vê o orçamento e se interessa em assumir. É natural do jogo político. O mais importante do que o próprio apoio político, foi o apoio interno, da base, dos servidores. Não estaria aqui se não pudesse fazer mais.

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