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19 de abril de 2024

MDB volta ao mapa político de Florianópolis

João Cobalchini assina ficha no MDB sob olhar de Fúlvio Rosar Neto, Valdir Cobalchini e Carlos Chiodini.

O MDB de Florianópolis solenizou com um grande evento no salão Topázio, do Lira Tênis Clube, em Florianópolis, seu retorno oficial ao mapa do poder na Capital. O partido mostrou vitalidade ao lotar o encontro no mesmo local em que o PL havia feito seu encontro regional uma semana antes, também lotado, filiar nomes para concorrer à Câmara de Vereadores e apresentar a sintonia com as principais lideranças estaduais da legenda.

O MDB não se apresentava assim em Florianópolis desde as eleições desde 2019, quando o então prefeito Gean Loureiro deixou o partido rumo ao extinto Democratas, hoje União Brasil. Com as principais lideranças do partido seguindo o líder, o partido ficou sob comando do então vereador Rafael Daux, que acabou deixando o partido em 2020 rumo ao PP.

Foi assim que o MDB acabou não elegendo vereador em Florianópolis pela primeira vez em sua história naquela disputa. Depois de noite de ontem, passa a ter dois integrantes.

O renascimento do partido na Capital começou ainda no ano passado, sob a presidência de Fúlvio Rosar Neto e a liderança política do vereador e presidente da Câmara de Florianópolis, João Cobalchini. Somente ontem, no entanto, ele consolidou esse projeto, com a refiliação ao MDB. Ele havia sido um dos emedebistas a acompanhar Gean Loureiro em 2020 rumo ao Democratas e aguardava a janela de março para voltar ao partido.

MDB lotou o salão Topázio do Lira Tênis Clube com novos filiados e militantes do partido. Crédito: Divulgação

O retorno às raízes foi destacado em seu discurso, ao lado do pai, o deputado federal Valdir Cobalchini, visivelmente emocionado. Também estavam no palco a senadora Ivete da Silveira, o deputado federal e presidente estadual do partido, Carlos Chiodini, o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal,e os deputados estaduais Antídio Lunelli, Tiago Zili e Emerson Stein.

Onde o MDB está, o governo vai bem. Não é à toa que Santa Catarina é o melhor Estado para se morar do Brasil. Isso tem muito do MDB, isso tem muito do Luiz Henrique, tem muito do Paulo Afonso, tem muita gente que trabalhou incansavelmente para que isso acontecesse. O MDB tem que estar também na administração municipal – disse João Cobalchini, com referência aos ex-governadores Luiz Henrique da Silveira e Paulo Afonso Vieira.

O único não emedebista no palco também faz parte da reconstrução do partido na cidade: o prefeito Topázio Neto (PSD). Ele agradeceu ao partido por ter sido o primeiro a declarar apoio à reeleição, ainda em 2023.

Quero aqui de público agradecer ao Fúlvio e ao João por todo apoio que a gente tem recebido na construção desse projeto para dar a Floripa o futuro que ela merece. Uma cidade melhor, uma cidade mais inclusiva, uma cidade com mais oportunidades. Eu não quero o MDB só na eleição, eu quero o MDB ajudando a administrar a cidade – disse Topázio, que convidou o partido a indicar nomes para ajudarem na elaboração do plano do governo e sugeriu, inclusive, o ex-prefeito de Criciúma, Paulo Meller, presente no ato.
Hélio Costa discursa sob olhar de Mauro de Nadal, Ivete da Silveira, Topázio Neto, Fúlvio Rosar, Valdir Cobalchini e Carlos Chiodini. Crédito: Upiara Boschi, upiara.net.

Todos os novos filiados e pré-candidatos a vereador discursaram no encontro – incluindo nomes como o vereador Jeferson Backer, o comunicador e ex-deputado federal Hélio Costa e o ex-vice-prefeito João Batista Nunes e os ex-vereadores Marquinhos e Maycon Oliveira.

Carlos Chiodini encerrou os discursos da noite, falando da história do MDB desde a gênese, como “filhos do golpe” – em referência ao regime militar implantado em 1964, que extinguiu os partidos políticos e forçou uma reorganização política que levou à criação do MDB como único partido de oposição.

Foi aí que se plantou a semente. Passaram-se 60 anos. Foi a ditadura, veio a democracia, experimentamos todas as tendências. De direita, de esquerda, de avanço e de retrocesso e tudo mais. Mas, invariavelmente, ao longo desses 60 anos, nós continuamos presentes, protagonistas e vencedores na cena política catarinense. Em todos os municípios aqui, os nossos concorrentes mudaram de nome, de número e de cor. Nós continuamos vivos, estamos vivos e vamos ser o partido que mais vai eleger prefeitos em Santa Catarina nas eleições de 2024 – disse Chiodini.


Foto – João Cobalchini assina ficha no MDB sob olhar de Fúlvio Rosar Neto, Valdir Cobalchini e Carlos Chiodini. Crédito: Divulgação.

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